Variedades (2009 a 2007)

Tudo indica que teremos novo Secretário Nacional de Segurança Pública

O atual secretário, o general de divisão, Carlos Alberto dos Santos Cruz, gaúcho, 65 anos, foi nomeado nessa sexta, dia 17, como líder de uma importante missão pelo secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres.

A nova missão corresponde a revisão de alto nível de mortos e feridos em missões de paz em razão de atos violentos.

O general brasileiro tem um relevante histórico de serviços nacionais e internacionais: foi comandante da Missão de Estabilização das Nações Unidas na República Democrática do Congo, a MONUSCO (2013-2015), assessor especial do Ministério de Assuntos Estratégicos da Presidência da República do Brasil (2013), comandante adjunto de operações terrestres do Exército Brasileiro (2011-2013) e comandante da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti, a MINUSTAH (2007-2009).

Santos Cruz havia assumido a pasta da Senasp em abril de 2017, depois da sucessão ministerial provocada pela indicação de Alexandre de Moraes ao STF. Com o desafio de implantar o Plano Nacional de Segurança Pública proposto por Alexandre durante a crise penitenciária.

O inicio da missão esteve sobre várias críticas de alguns formadores de opinião, alegando está em curso uma militarização sutil no sistema de coordenação de segurança pública. Não há como negar que foi mais fácil planejar ações integradas com as Forças Armadas.

Mas os principais problemas enfrentados por quem venha a chefiar a pasta passa longe do tema, é gritante a dificuldade de articulação e integração entre os sistemas estaduais “autônomos”, que são marcados pela estrutura dicotômica das polícias civis e militares de ciclo incompleto de atividades.

A grande esperança era que o general repetisse o feito de “pacificação” da periferia da capital do Haiti, Porto Príncipe. Mas o desafio nacional, em meio a profunda crise política, mostrou-se talvez mais apropriado para quem sabe no mandato do próximo presidente da República.

Algumas pessoas da área expressam que as incisivas declarações do ministro Torquato Jardim sobre a corrupção no Rio, seriam fruto da insatisfação de Santos Cruz em obter autorização para “fazer aquilo que seria necessário fazer”, mesmo que atingisse autoridades.

Segundo militares ouvidos ontem pelo GLOBO, o general foi lembrado pela ONU para atuar na África depois de outra operação espinhosa, desta vez no Haiti. No comando de 12 mil homens, foi mandado para lá em 2006 e ficou até 2009. Sua missão: tomar a favela Cité Soleil, um enclave de criminosos em Porto Príncipe, a capital do país. Foram quase dois dias de batalha, com baixas civis duramente criticadas por organizações humanitárias”.


Referências

[1] https://nacoesunidas.org/brasileiro-ira-liderar-revisao-de-mortos-e-feridos-em-missoes-de-paz-onu/amp/

[2] https://m.oglobo.globo.com/brasil/ministro-da-justicaconvida-general-do-exercitopara-secretaria-de-seguranca-21225900?versao=amp

[3] https://istoe.com.br/362169_UM+BRASILEIRO+NO+CORACAO+DAS+TREVAS/

[4] https://www.rondoniagora.com/geral/mais-de-20-estados-discutem-pacto-integrador-de-seguranca-publica-interestadual-em-porto-velho

[5] https://www.google.com.br/amp/s/oglobo.globo.com/rio/general-com-fama-de-linha-dura-vai-mapear-esquema-de-seguranca-no-rio-21292710%3fversao=amp

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