Opinião – Feliz ano velho para o Rio Grande do Norte

Rio Grande do Norte: pois é, os militares estaduais estão sentindo o peso do “sacerdócio” que desempenham. Não importa se têm salários pagos ou não, são tratados como seres que incomodam, quase criminosos.

Não foi Alcaçuz dessa vez, mas alguns motivos ocultos daquela época ainda estão perdurando agora.

O desembargador do TJ disse: essa greve precisa ser extirpada. Quase como quem diz, os grevistas precisam desaparecer se for possível.

E órgãos de segurança ansiosos por posicionamento social como o Exército e a Guarda Municipal correm para mostrar o seu valor e sua parcela de abnegação pela causa maior.

Mas alguém está lembrado do quanto as altas autoridades potiguares sangraram dos cofres públicos nos últimos anos?

Sobre a PM e o Corpo de Bombeiro, sobretudo essa primeira, o que posso dizer é que a forma como são tratados nessa hora é proporcional ao sentimento de repulsa causado por sucessão de comandos que visam apenas seu posicionamento político, oficialato que só sabe brigar por promoção e uma tropa muito mal orientada que não sabe o que é conduta de trato de população civil.

Nesse momento, a população comum que apoia os militares estaduais são seus familiares, porque ao restante da população vem as lembranças da forma mal educada ou ineficiente que os serviços são prestados.

O Espírito Santo e o Rio Grande do Norte são provas de como o sistema de segurança pública precisa de uma urgente reforma.

Mostra também como é preciso que esses profissionais se voltem para práticas honestas e organizadas. E que antes que maus governos causem os problemas e transfirem a culpa para os servidores, esses servidores agentes da lei precisam depor essas autoridades. Cacem os corruptos. Assim como a Polícia Federal tem feito. Mas não se vendam por uma promoção ou cargos comissionados.

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