Policial, precisamos conversar sobre Paraisópolis

Uma análise baseada em três imagens mentais de modelos de conduta: os guerreiros, os malandros e os mercenários. Tudo dito numa linguagem para ser entendida pelos policiais.

Quero me dirigir aos policiais brasileiros, sobretudo, os militares. Dói e é muito frustrante ser de uma profissão a qual você gosta e dedica sua vida e, no final das contas, é tratado como algo que não deveria existir ou que é o próprio mal da sociedade.

Se você puder compreender que a profissão é uma coisa e a instituição é outra, já vamos dar um grande passo na compreensão de alguns assuntos que nunca nos são explicados como deveriam. Até porque essa profissão existe no mundo todo, até mesmo com o caráter militarizado [1] . Mas por que no Brasil isso vira um problema?

[1] MENDONÇA, Olavo. Só existe polícia militar no Brasil? [On-line] Blitz Digital. Publicado em 04 out. 2013.

O discurso batido dos formadores de opinião é como vamos acabar com essa instituição[2]. Provavelmente, se você é um policial honrado, arrimo de família, comprometido deve se sentir mal com esse tipo de conversa, até mesmo indignado.

[2] (a) RADDE, Leonel. A Polícia Militar tem que acabar? Publicado em 04 dez. 2019. [Link]

(b) CASARA, Marques. A Polícia Militar precisa ser extinta. [On-line] Brasil de Fato. Publicado em 02 dez. 2019. [Link]

Mas o recente caso de Paraisópolis em São Paulo, vai nos forçar a refletir um pouco, porque dessa vez dizer que todos os que morreram eram bandidos, parece que não vai colar. E você pode dizer: “eram sim, ouvem música de bandido, enaltecem bandidos, são tudo igual a eles”.

Quando digo que não vai colar, eu uso as palavras do ministro Sérgio Moro. Por que? Porque ele diz o que todos nós que conhecemos a Segurança Pública do Brasil sentimos em ver isso ocorrer justamente em São Paulo:

Nesse caso em São Paulo, com todo respeito à polícia, à PM de São Paulo, que realmente é uma corporação de qualidade, elogiada no país inteiro, aparentemente, houve lá um excesso, um erro operacional grave, que resultou na morte de algumas pessoas […] em nenhum momento ali existe uma situação de legítima defesa.

Sérgio Mouro, ministro da Justiça [Link]

Antes de começarmos, quero que você saiba que existe uma diferença entre o campo criminal e o procedimental, como bem nos explicou a oficial de polícia e pesquisadora Tânia Pinc:

[12] PINC, Tânia. Ação Policial e Baile Funk. Publicado em 08 dez. 2019. [Link]

Culpar e punir não é suficiente para prevenir futuras práticas abusivas. A investigação criminal e julgamento irão acontecer no devido prazo legal. E como ocorre com todo cidadão, isso leva um tempo considerável. Se pretendemos aprimorar o desempenho policial, é necessário dissociar o campo criminal do campo procedimental. 

Tânia Pinc, oficial de polícia e pesquisadora [Link]

E por isso para um debate que considere as condições do palco de operações e as circunstâncias envolvidas, sobretudo, com a perseguição a suspeitos antes do desfecho, sugiro a leitura do artigo de Pinc em “Ação Policial e Baile Funk“.

Nossa conversa será outra, vamos tentar entender o que passa na cabeça dos policiais quando acreditam que esse tipo de ação pode resultar eficazmente para a proteção da sociedade e porque uma considerável parte da sociedade brasileira, simplesmente, não quer essa mesma polícia perto deles. Existe aí, uma construção histórica que está arraigada na forma como nossa sociedade foi constituída.

O guerreiro, o malandro e o mercenário

Olha, não sei se você sabe, a palavra “brasileiro” não tem o sufixo comum de gentílico de um lugar, era para ser brasiliano ou brasiliense. O sufixo “eiro” é de profissão, assim como cabelereiro, jornaleiro etc. Você sabe que profissão era a de “brasileiro”?[3].

[3] RODRIGUES, Sérgio. ‘Brasileiro’, a palavra, já nasceu pegando no pesado. [On-line] Veja Publicado em 30 abr. 2013. [Link]

Traficante de “pau-brasil”, mas para não ficar feio na fita, vamos dizer que era de comerciante, tipo um madeireiro que usava métodos próprios para burlar a fiscalização dando uma ajudinha para os fiscais. Coisa normal, nada de mais. Agora pare e pense, esse é o tipo de atividade que é considerada aquela de quem é esperto e se dá bem na vida, tem até gente ganhando a política dessa forma.

Vou falar a partir de minha experiência e tipo de conhecimento que busquei para compreender essas questões. Fui oficial da Polícia Militar por 15 anos e estudei o assunto mediante a Ecologia Mental. Vou usar algumas imagens mentais para explicar aquilo que quero dizer.

Comecemos entendendo três modelos de formas de viver a vida que estão impregnados no jeito de ser brasileiro: o guerreiro, o malandro e o mercenário.

Guerreiros são pessoas vigorosas que mais do que a luta normal pela sobrevivência, eles lutam por uma causa. Existem guerreiros que servem a causa escolhida dentro de órgãos do Estado, como é o caso de policiais, guardas municipais, militares das forças armadas entre outros. Se não for para o Estado, mas de alguma forma autorizada como é o caso dos vigilantes da segurança privada. Há também guerreiros que até tentaram, mas não entraram em nenhuma dessas instituições, eles podem ao longo da vida expressar essa forma de ser guerreiro pelo esporte, podem se tornar bombeiros, socorristas entre outras coisas.

Um guerreiro que é guerreiro de verdade, não se mistura com outras coisas que não tem honra. Mas as pessoas não são só uma coisa a vida toda, elas às vezes misturam mais de uma forma ser até encontrarem um jeito que é próprio delas. Isso pode ocorrer por força das circunstâncias ou pode ocorrer por escolhas da vida.

Entre essas outras coisas, estão o malandro. Chamamos isso na Psicologia de Carl Gustav Jung de arquétipo de “trickster[4]. Essa figura é muito viva no imaginário do nosso povo, é dele que provém o “jeitinho brasileiro”. Em nosso país, ele não é rechaçado, ao contrário ele é romantizado e defendido, porque é o jeito esperto de ser que consegue “dá nó em pingo d’água”, dar o drible e conseguir aquilo que deseja. O Zé Carioca da Disney é um malandro[5], o baile funk é uma expressão cultural malandra. Daí vem certo fascínio pelo anti-herói. Obviamente, aqueles que estão vestidos com a farda das forças da manutenção da ordem não vão gostar muito da forma malandra de ser, porque a rigor, o esperto desmancha o trabalho do aplicador da lei.

Peço que retorne comigo um pouco na história de nosso país e pensar por que ser malandro enganando os aplicadores da lei é algo bonito de se ver no Brasil? Você vai dizer que é apelação minha, mas se parar e pensar bem, vai ver que está ligado ao período da escravidão. Ludibriar as forças de controle era naquela época uma questão de sobrevivência. Se você não fosse esperto teria sua dignidade ainda mais ferida. Não foram poucos os abusos sofridos e, portanto, temos uma população que tem alívio quando consegue passar imune pelo crivo de um controle afiado.

E é muito chato ter que dizer isso, mas se confirmarem que os policiais em Paraisópolis, planejaram uma entrada tática, que a mídia vai chamar de emboscada, esse era justamente o jeito que se caçava os escravos que tinham fugido.

Mas entre aqueles que amam, dançam e cantam para o jeito malandro de ser, a maioria está buscando válvulas de escape de uma realidade sem muitas perspectivas. A geração mais nova pode parecer que não é muito dada à luta do cotidiano.  Há muita gente honrada e os desafios da vida adulta vão forçar a buscar menos os momentos de malandragem para ir para lida. Mas enquanto se é jovem, há menos responsabilidade. Ali no meio deles há guerreiros que, à medida que forem ganhando tais responsabilidades, vão assumir atividades por uma luta da sobrevivência cotidiana que não tem fim.

Quem sabe nesse meio tempo, alguns se encantem pela forma de ser malandro e mercenário. Ganhar dinheiro fácil sem tanto sacrifício é um tipo de coisa que muitos buscam. Mas não apenas por isso se escolhe o crime como ganho de vida, eu disse que parecem não ser dados ao trabalho, mas basta um pouco de constatação prática para que percebam: “porque mesmo ralar tanto, para não sair do mesmo canto? Que vida desgraçada é essa?”

Você não vai gostar de ouvir o que eu vou dizer: há malandros mercenários entre os guerreiros da polícia também. E o que posso dizer sobre eles, é que tenha cuidado com os tais. Eles não são confiáveis e se eles virem uma oportunidade de fazer dinheiro, eles podem desconhecer até mesmo você e esquecer que são colegas de farda.

Portanto veja só, há guerreiros entre os fardados e entre os do crime. Ser malandro é algo que é próprio do brasileiro, por mais que você por algum motivo queira se distanciar disso. E mercenários há também em ambos os grupos. Só que ali no bairro de periferia nem todo mundo é do crime, assim como dentro da polícia, nem todos concordam com ações violentas ou com a corrupção. Generalizações são ruins por causa disso, gente que pensa diferente e faz um sacrifício danado para não se misturar, acaba sendo colocado tudo num balaio só.

E você policial pode me dizer: “mas por que, então, eles dão apoio a essa cambada de sem vergonho?” Não tem que fazer muito esforço para entender isso não. Simplesmente, porque eles são irmãos, primos, vizinhos, colegas, amores, falam a mesma língua, se vestem parecido, vivem os mesmos dramas. São em quase tudo parecidos, apenas escolhem comportamentos diferentes para o cotidiano, apesar de conviverem juntos. Essa é a mesma explicação do porque você policial honrado não entrega, nem prende em flagrante os seus colegas de farda que são malandros e mercenários.

Aqui podemos dizer que não há nada de errado em ser malandro, essa é uma forma de viver a vida. Inclusive ela traz alegria, precisamos apenas refrear o impulso de querer dar o drible inclusive em quem nos quer bem. Já a forma mental de guerreiro pode ser prejudica por um lado obscuro de carniceiro, são esses tais que se estiverem de farda promovem chacinas, se forem traficantes, respaldam o tribunal do crime.

E o mercenário, na verdade, é um corruptela de algo normal, daquele que faz transações comerciais. A questão que aqui esse comerciante, vende sua dignidade e isso se aplica tanto a policiais corruptos como traficantes.

Depois dessa conversa com um pouco de teoria descomplicada sobre o imaginário da cultura brasileira, vamos a fatos mais próprios da questão. É importante que fique destacado, falamos de forma de funcionamento mental e não de classificação étnica ou racial.

Quando você, policial, embarcar nessa de ser o defensor da sociedade e representar os homens e mulheres de bem, observe com muita atenção para quem e para o que você está se desgastando tanto.

A Polícia Militar do Estado de São Paulo já passou por crises desse tipo antes e os seus dirigentes souberam articular uma guinada, pois na época, o próprio governador foi a Brasília para ver como faria para acabar com a Corporação[6]. Espero que você saiba, que nesse tipo de situação a classe política vai “tirar o deles da reta” e vai jogar os policiais na fogueira. Isso é de lei, não tem como um político ir contra isso, os votos dos eleitores são mais importantes que um grupo de policiais que podem ser “substituídos”.

Perceba como o discurso do governador de São Paulo mudou [10]:

Esse mesmo policial que era até certo tempo apontado como o “cara”, para o qual os comandantes encomendavam serviços. Até porque comandante só tem promoção, quando a tropa coopera para isso. Hoje, esse tipo de policial será execrado, tratado como doente contagioso e vai ter que se virar para contratar um advogado e eu não preciso dizer que o advogado tem que ser um dos bons. Provavelmente , o sentimento que vai ficar entre os policiais, é de que “eles não nos entendem”.

Nesse jogo de discursos e paixões, é muito triste você ver que seu colega de farda morto em serviço por bandidos não comove a opinião pública [7]. Eu entendo, aqui nesse ponto esse sentimento quase instintivo de defender os seus, há algo que comandante nenhum teria como refrear: o desejo profundo de vingar o colega [12]. Mas não vai ser retaliando a cultura malandra que vai vingar seu companheiro ou consegui acabar com o crime.

Sentindo na pele…

Quando eu estive em Niterói, eu pude passar na pele o que é está em casa e de repente, ter que se abaixar porque a viatura da polícia militar entrou no beco atirando. Quando estive em Taboão da Serra, tive que estranhar porque a gente cumprimentava os traficantes e nos ensinavam a ter medo de que a Força Tática ou a ROMU aparecesse. Eu dizia: “cara, que merda é essa, eu sou policial”. Eles me diziam: “olha, pros traficantes eu já expliquei que você veio ver a sua família, mas até você explicar quem é você para os puliça, eles já deram na sua cara ou coisa pior”. Triste realidade, que doeu muito em mim, doeu tanto quanto entrar na UFF e na UFMG e em ambas ver na parede: “PM bom é PM morto”.

Sei o que é enfrentar populares desarmados tentando tirar um preso das mãos da minha guarnição. E você decidir que esse desaforo não vai engolir. Nesse caso, tem que usar armamento de baixa letalidade, se fizer um disparo para cima com munição letal, pode ter certeza, você vai perder toda a razão. Então você se pergunta: “por que estão fazendo isso? Esse povo é doido?”. Depois com calma, você reflete: eles eram seus irmãos, primos e colegas que se sentiram no lugar dele, acreditavam que o preso estava sendo levado injustamente. Não fazia sentido, fizemos tudo certo, eu não era juiz, mas sabia que ele tinha cometido crime.

O que eu não sabia era que ele tinha pago para não ser preso. O acordo que ele fez com a guarnição corrupta, sei lá qual, tinha deixado a esposa e filhos com fome e todos ali tinham ajudado na cotinha para que ele não fosse levado antes. De uma forma esdrúxula, sem saber eu estava sendo um covarde traíra na cabeça deles. E eu lá sabia de acordo nenhum!? Entendeu porque eu disse: “cuidado com seus colegas de farda malandros e mercenários?”.

Concluindo por hoje…

O baile funk é cultura? É. O funk é arte? É. É também expressão de um sentimento de um povo que se diverte mesmo em meio às adversidades. E, no baile funk, tem droga? Tem. No baile funk, tem traficante sendo louvado como um herói, amostrando armas e ditando as regras? Tem, lógico que tem. E você acha que isso está certo? Não, óbvio que não. “Então, p@rra, vamos acabar com essa joça!?”[8].

Pera aí, irmãozinho, tenha calma. O buraco não é mais embaixo não, é mais em cima! E essa droga chegou aí como? A maconha pode ser plantada no país, mas a coca é difícil. Como a pasta, o pó ou a pedra entraram no país? E essas armas, caíram de paraquedas foi? Quem fabricou? Quem autorizou que entrassem no país? Quem ganha com tudo isso? Quem ganha quando isso não é coibido? O dinheiro, que isso tudo faz movimentar, está indo para onde?

Lembra quando expliquei o significado da palavra brasileiro? Aí você, o super-herói de farda, que mau tá pagando as contas de casa, quer salvar o Brasil do mal, acabando com baile funk por baile funk, um a um? Tem certeza que isso é inteligente? Você vai fazer a coisa certa, ok. E a guarnição que vai te render e vai patrulhar nas mesmas ruas, você põe sua mão no fogo por eles? Você diz: “claro, somos um time unido”. Eu digo: ok. E as guarnições de outras unidades ou de outras corporações você põe sua mão no fogo por todos eles? Porque para a população não vai fazer muita diferença, não, tanto faz, é tudo “puliça”.

Se você realmente quer fazer algo contundente em relação ao crime, terá que contribuir e estudar sobre metodologias mais eficazes. Uso de tecnologia, inteligência policial e análise criminal. Compreender a dinâmica do crime e rastrear a atividade financeira. Mas do jeito que sempre fizemos, vai ser apenas enxugar mais gelo.

Então estamos sendo enganados, usados como bucha de canhão!? Oh, descobriu o segredo que ninguém sabia. A questão é que como policial você vai ter que se restringir a lei, ainda que no dia a dia, leve você a ficar no limiar. Mas você não vai poder se arvorar de juiz, vai ter que entregar os malandros mercenários para o sistema. Mas e se o sistema está todo errado? Aí, você vai se despir da farda, só um minutinho, e como cidadão vai exercer seus direitos e mudar isso tudo pelas vias democráticas: falando, escrevendo, indo a movimentos, elegendo representantes, participando ativamente na sociedade “civil”.

E quando for para essa luta democrática, lembre-se que os mercenários malandros podem tentar enganar você, pedindo voto para eles, eles vão fingir que lutam por você, mas eles lutam apenas por eles mesmos.

Mas quando você for fazer isso, se é que vai dar tempo. Porque você pode se encantar tanto pela ideia de ser o herói salvador que não vai esperar nada e vai querer resolver ali mesmo na rua, vai dar certo por um tempo, depois você ou cai nas mãos da Corregedoria, da Justiça ou da Imprensa. Então, quando você for lutar exercendo a cidadania, vai descobrir que propositalmente logo você que mais tem força para lutar, porque você é um guerreiro, não tem todos os direitos garantidos.

Provavelmente vai descobrir, que num sistema onde malandragem é um aspecto de base, os guerreiros não são considerados pela honra e pela dedicação ao combate, são usados como como linha de frente ou bode emissário[9] (que é bem parecido com bode expiatório, mas um pouco diferente, porque o emissário, realmente leva alguma culpa).

Finalizo dizendo, que apesar do seu sonho de ser um guerreiro, de ter sentimentos que vão desde o lavar a honra, ser forte, ser justo, isso não lhe autoriza a exceder o limite racional e legal da missão das polícias em sociedades modernas. Sinceramente, preciso lhe dizer que você vai ter que rever como você se comporta nesses tipos de ações e como você se relaciona com seus colegas apoiando ou alertando-os de que isso não costuma acabar bem.


Comunico meus votos de pêsames a família do sargento Ronald Ruas, morto no cumprimento do dever e as famílias dos nove jovens, mortos em Paraisópolis [Link]:

  • Gustavo Cruz Xavier, 14 anos.
  • Dennys Guilherme dos Santos Franco, 16 anos.
  • Marcos Paulo Oliveira dos Santos, 16 anos.
  • Denys Henrique Quirino da Silva, 16 anos.
  • Luara Victoria Oliveira, 18 anos.
  • Gabriel Rogério de Moraes, de 20 anos.
  • Eduardo da Silva, 21 anos.
  • Bruno Gabriel dos Santos, 22 anos.

Quer se informar melhor sobre esses temas?
Montamos dois grupos de referências nas notas de referência com posições contra e a favor tanto sobre a extinção da Polícia Militar na mídia de espectro político-ideológico de esquerda. Assim como a relação entre bailes funk, arte, cultura e criminalidade. Vale a pena, quando tiver com tempo ler e se informa e tirar suas próprias conclusões.

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Notas e Referências

[1] MENDONÇA, Olavo. Só existe polícia militar no Brasil? [On-line] Blitz Digital. Publicado em 04 out. 2013. Disponível em: <https://blitzdigital.com.br/artigos/so-existe-policia-militar-no-brasil/>.

[2] Inclusive tem um bom texto na Carta Capital, finalmente, explicando na linguagem própria para o espectro político-ideológico de esquerda, porque não se pode simplesmente dizer: vamos acabar com a PM.

(a) RADDE, Leonel. A Polícia Militar tem que acabar? Publicado em 04 dez. 2019. Disponível em: <https://www.cartacapital.com.br/justica/a-policia-militar-tem-que-acabar/>.

(b) CASARA, Marques. A Polícia Militar precisa ser extinta. [On-line] Brasil de Fato. Publicado em 02 dez. 2019. Disponível em:  <https://www.brasildefato.com.br/2019/12/02/a-policia-militar-precisa-ser-extinta/>.

[3] RODRIGUES, Sérgio. ‘Brasileiro’, a palavra, já nasceu pegando no pesado. [On-line] Veja Publicado em 30 abr. 2013. Disponível em: <https://veja.abril.com.br/blog/sobre-palavras/brasileiro-a-palavra-ja-nasceu-pegando-no-pesado/>

[4] MORAES, Frabricio F. A Sombra Criativa: Algumas reflexões acerca do Trickster e o Carnaval. [On-line] Publicado em 16 fev. 2011. Disponível em: <http://www.psicologiaanalitica.com/a-sombra-criativa-algumas-reflexes-acerca-do-trickster-e-o-carnaval>.

[5] VITORIO, Victor. Zé Carioca e o estereótipo do Brasil. [On-line]. Publicado em 08 dez. 2012. Disponível em: <https://sonhosdespertos.wordpress.com/2012/12/08/ze-carioca-e-o-estereotipo-do-brasil/>   

[6] GODOY, Marcelo. Após Favela Naval, PM modificou processos. [On-line] O Estado de S.Paulo. Publicado em 02 set. 2017. Disponível em: <https://sao-paulo.estadao.com.br/noticias/geral,apos-favela-naval-pm-modificou-processos,70001963566>.

[7] Goulart, Camila. Nós somos o país que mais mata policiais no mundo. O Brasil vive uma guerra civil do crime e da impunidade que devastam o país. [On-line] Associação dos Oficiais da Polícia Militar do Estado de São Paulo. <https://aopm.com.br/nos-somos-o-brasil-que-mais-mata-policiais-no-mundo-o-brasil-vive-uma-guerra-civil-do-crime-e-da-impunidade-que-devastam-o-pais/>.

[8] Debate sobre baile funk, arte, cultura e criminalidade:

(a) RIBEIRO, Aline; FONSECA, Helena. Adolescentes fazem do crime profissão para ostentar em bailes funk. [On-line] Época. Publicado em 11 out. 2016. Disponível em: <https://epoca.globo.com/vida/noticia/2016/10/adolescentes-fazem-do-crime-profissao-para-ostentar-em-bailes-funk.html>.

(b) FERREIRA, Ítalo C. Uma Analise da Criminalidade a Partir dos Bailes Funk em Favelas do Rio de Janeiro após Implantação de UPPs. [On-line] Segurança e Cidadania. Publicado em 27 mai. 2016. Disponível em: <https://capitaoitalo.wordpress.com/2016/05/27/uma-analise-da-criminalidade-a-partir-dos-bailes-funk-em-favelas-do-rio-de-janeiro-apos-implantacao-de-upps/>.

(c) MOSER, Sandro. O funk é arte. E chegou para ficar. [On-line] Gazeta do Povo. Publicado em 21 jun. 2016. Disponível em: <https://www.gazetadopovo.com.br/caderno-g/artes-visuais/o-funk-e-arte-e-chegou-para-ficar-eop8p6zue9okji45mw51rhmfg/>.

(d) ALBUQUERQUE, G. G. O funk e a criminalização da cultura periférica jovem no Brasil. A prisão do DJ Rennan da Penha é uma nova face da história de repressão às manifestações populares do país. [On-line] VICE. Publicado em 23 ago. 2019. Disponível em: <https://www.vice.com/pt_br/article/qvg8qm/o-funk-e-a-criminalizacao-da-cultura-periferica-jovem-no-brasil>.

(e) ARAÚJO, Thiago. Violência em bailes funks reflete falta de apoio cultural em comunidades. Para músicos e especialistas em direitos humanos, crimes não surpreendem periferia. [On-line] R7. Publicado em: 13 jul. 2013. Disponível em: <https://noticias.r7.com/sao-paulo/violencia-em-bailes-funks-reflete-falta-de-apoio-cultural-em-comunidadesnbsp-13072013>

[9] Bode emissário termo bíblico usado na teoria do antropólogo Rene Girard. (a) SOUZA, Márcio. Em que consistia a cerimônia do bode emissário? [On-line] Instituto Cristão de Pesquisa, ICP. Disponível em: < https://www.icp.com.br/icpresponde092.asp >.

[10] (a) VEJA. João Doria sobre Paraisópolis: “O comportamento da PM não muda” [On-line]. Publicado em 02 dez. 2019. Disponível em: https://vejasp.abril.com.br/cidades/joao-doria-paraisopolis/.

(b) CORREA, Suzana.Doria recua e pede revisão de protocolos da Polícia Militar após mortes em Paraisópolis [On-line] O Globo. Publicado em 05 dez. 2019. Disponível em: https://oglobo.globo.com/brasil/doria-recua-pede-revisao-de-protocolos-da-policia-militar-apos-mortes-em-paraisopolis-24120187

[11] GULLINO, Daniel; GRILLO, Marco. ‘Aparentemente houve erro operacional grave’, diz Moro sobre Paraisópolis. [On-line] Publicado em 04 dez. 2019. Disponível em: https://oglobo.globo.com/brasil/aparentemente-houve-erro-operacional-grave-diz-moro-sobre-paraisopolis-1-24117915.

[12] PINC, Tânia. Ação Policial e Baile Funk. [On-line] Linkedin. Publicado em 08 dez. 2019. Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/justica/a-policia-militar-tem-que-acabar/


Sobre o autor

Wagner Soares de Lima

Mestre em Ecologia Humana e Gestão Socioambiental (UNEB), Especialista em Gestão Pública (UFAL), Graduado em Administração (UFAL) e Segurança Pública (APMSAM/PMAL).  Pós-graduando em Psicologia Junguiana Clínica e graduando em Psicologia. Membro da Segurança Institucional da UFPE e capitão da reserva da Polícia Militar de Alagoas.

Contatos: wagner.soareslima@ufpe.br
Currículo:http://lattes.cnpq.br/9551866737323674

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