Coronavírus é coisa pequena? O quanto devemos nos preocupar com isso?

Quero lhe convidar e analisar os fatos por uma visão pouco convencional, a da Ecologia Humana, ou seja, o comportamento dos seres humanos como uma espécie, ao mesmo tempo, diferenciada e integrante da Natureza.

Nesta versão do texto para o CidadãoSSP, vamos tentar falar mais focado ao público deste site: profissionais de segurança e de defesa, que provavelmente também estarão em breve em atividades de segurança doméstica.

Estamos diante de fogo cruzado e esse combate ocorre em duas dimensões: entre dois impérios, ou se quiser chame-os de potências hegemônicas; e entre o estilo de vida moderna dos seres humanos e o planeta Terra.

Entre vírus, comércio internacional, mercados ilegais, relação entre Estados, difusão de ideologias, parece-nos que o maior problema está num único lugar: na mente humana.

A atual pandemia de um novo coronavírus humano não é o maior de nossos problemas, numa perspectiva para o século XXI inteiro, mas é o nosso maior desafio atual. Vou usar a expressão de Luiz Ramiro: trata-se de uma guerra “bio-ideológica”. Mas se preferir o filósofo francês Michel Foucault: seria o suprassumo do biopoder rumo a uma gorvenamentalidade total (governo das mentes e mentalidade de governo).

E por que devo ver isso, agora, como um grande desafio? Não porque seja uma doença letal; mas apenas uma doença para a qual não se tem vacina, não tem tratamento testado, ainda. Sendo que sua disseminação rápida pôs em teste os sistemas de saúde e segurança de vários países, forçando-os a agir, sem um protocolo definido, ficando a mercê de atores internacionais que puderam, talvez, manobrar em prol de seus interesses ou, simplesmente, para manter o status de que tinham o que dizer, disseram coisas para as quais nem tinham certeza.

Eu sei que você deve está sendo bombardeado por duas correntes de informações. Ambas as correntes são plantadas e amplificadas e mal intencionalmente patrocinadas.

1. A primeira corrente é de uma indústria midiática do medo, que ganha ao vender desgraça e que, no contexto brasileiro, tem se articulado para aproveitar a “oportunidade” para ditar os rumos da política nacional e mundial.

2. A segunda corrente é um disparo maciço de textos incoerentes, insuflando uma parcela considerável dos profissionais mais ligados à Segurança e à Defesa, com a intenção de gerar um inimigo simbólico comum: “o terrível e perigoso imperialismo chinês”.

São armadilhas mentais, de uma guerra híbrida com instrumentos psicológicos de massa. E me perdoe ser sincero: se você não cai em uma, cai na outra.

Quero começar a análise, citando o jornalista Marcelo Rech, que é editor do InfoRel. Em duas passagens, ele nos demonstra como existe um movimento oculto norte-americano para evitar que o Brasil se aproxime da China, assim como a mídia convencional está fazendo jogo oportunista aqui no Brasil, contra o governo federal:

Explicando a primeira estratagema:

Agora, os Estados Unidos atuam nas sombras e nos levam a um grau de envolvimento que pode representar prejuízos catastróficos. Os investimentos chineses no Brasil podem ser traduzidos pelos milhares de empregos que geram. Se o Brasil entender que é danoso manter relações com um regime comunista, precisa, antes, reduzir a sinodependência. Mas terá de avaliar bem o passo a ser dado: normalmente, os Estados Unidos usam os países apenas para o bem estar dos seus interesses

(“Brasil – China: os EUA por trás da crise”, 23.03.2020, InfoRel, http://www.inforel.org/brasil-ndash-china-os-eua-por-tras-da-crise)

Explicando a segunda estratagema:

No entanto, há um elemento novo neste momento: os militares. Bolsonaro não economizou ao chamá-los para postos-chave no seu governo. Alguns já caíram, mais eles ainda dão as cartas. Portanto, para que o presidente possa ser abatido, é preciso arrastá-los para um movimento de isolamento que culmine na renúncia ou afastamento do presidente.

[…]

No entanto, os militares que já divergem e muito do presidente, não atuam sob a mesma lógica dos políticos. Na ética militar, insubordinação é um pecado tão grave quanto à corrupção. Acreditar que os militares se prestariam a qualquer coisa que, minimamente, pudesse ser vista como uma conspiração, chega a ser estúpido.

(“Os militares e uma destituição delirante”, 10.04.2020, InfoRel, http://www.inforel.org/os-militares-e-uma-destituicao-delirante)

Então, como estou falando mais direcionado para o pessoal das polícias e das forças armadas, quero lhe pedir um momento de trégua no fervor combativo que tem sido estimulado dentro da sua mente e do seu coração. Eles sabem disso e sabem que pessoas desses ramos funcionam motivados por uma causa, contra um inimigo pela defesa da pátria e da família.

Aliás, esse tipo de ímpeto protetivo pela sua terra e pelos seus descendentes evoluiu junto com a espécie humana e dentro dos agrupamentos de nossa espécie, sempre há alguns indivíduos, majoritariamente masculinos, que se prontificam a esse tipo de atividade. Sendo que essa atividade se torna a razão de viver (e até morrer) desses mesmos indivíduos.

Pedimos que abra sua mente, ou melhor, abra seus olhos, pois sabendo que sua vontade de servir e proteger é tão grande, que você daria sua vida por isso, “eles” se utilizam disso lhe induzindo a tomar decisões equivocadas baseado em informações plantadas.

Vamos seguir agora para dois pontos: primeira parte, onde se insere o atual desafio no contexto maior dos problemas que a raça humana terá pela frente; segunda parte, o que exatamente é o atual desafio e por que você deveria dedicar parte dos seus esforços para esse problema atual, mesmo que ele não tenha sido causado por nenhum de nós (aqui no Brasil).


Primeira Parte – Maiores problemas ainda estão por vir

Essa primeira parte trata de temas que talvez você não esteja acostumado, mas conclamo que use da boa vontade, sabendo que o guerreiro e um legítimo comandante não pode entrar na batalha cego, sem entender quem começou essa guerra, para que não se torne marionete nas mãos de outros.

Então, firmado numa Inteligência Militar superior, dê a si mesmo a oportunidade de entender coisas maiores. Se você quiser ter acesso a alguns dos cenários aqui descritos basta apenas ler com cuidado o Livro Verde da Defesa Nacional e fazer uma análise comparativa entre os Cenário de Defesa (2020-2039) e a minuta da atualização para 2020/2040.


Olha, na verdade, eu comecei minhas pesquisas por geopolítica, estou analisando tudo e preparando algo que correlacione Ecologia Humana (que é minha área) e expansão e hegemonia de potências, que no caso é a China e Estados Unidos. Independente de uma ação deliberada de guerra híbrida ou de um choque não de civilização, mas entre espécies e o meio ambiente (que seria o caso da questão alimentar chinesa) – quer seja por um lado ou por outro, a epidemia é apenas um dos primeiros eventos sintomáticos que veremos nessa década de 2020 e no seguir do século XXI.

Então, temos um planeta esgotado, uma potência mundial milenar exigindo sua posição de sempre diante de um “irmão caçula” que tem presença militar em todo o globo. É praticamente o império mongol contra o romano.

A temperatura média do globo está aumentando. Dizem que foram nós humanos responsáveis por que acelerar esse processo, se é que fizemos isso, não foi revertendo uma tendência, apenas adiantamos algo que, provavelmente, já ocorreria. Mas o certo é que está acelerando, então vem aí uma onda de patógenos, que até então estavam debaixo do gelo Ártico, não quero nem pensar no que tem no gelo Antártico.

Outra consequência do derretimento do gelo Ártico é a navegabilidade permanente dos mares do Norte, fazendo com que a Rússia possa de uma hora para outra ter a sua disposição rotas marítimas para todos os principais mercados com um baixo custo de transporte.

A pressão comercial e demográfica do “império” chinês vai forçar reposicionamentos dos Estados Unidos e da Europa. As “pequenas grandes” potências nucleares insubmissas vão mexer muito ainda com o tabuleiro global, com destaques para a Coréia do Norte, o Paquistão e o Irã. A elite árabe não cessará seus desígnios de compra e de “ocupação” da Europa, não apenas por um intento malévolo ou revanche das cruzadas da Idade Média, mas porque eles têm dinheiro para isso. E a única forma de fazer contrabalanço a esse poder é convertendo a matriz energética para fontes renováveis, coisa que eles mesmos já estão de olho.

O jeito chinês de comprar tudo, é negociável. Tem que ser esperto igual a eles; mas quem promete muita intolerância é a intragável relação entre a mentalidade cruzada cristã, sionista judaica e o direito a soberania única pleiteada pelo mundo islâmico (quer seja árabe, persa, turco, paquistanês ou indonésio). Ou seja, a religião promete muitos problemas, até que decidam qual “deus único” é o maior, ou até que percebam que o Deus único teria que ser deus de todos.

Temos muita coisa pele frente. Então esta pandemia não pode ser nossa única grande preocupação. Mas, vejo ela como um grande treinamento. É feio dizer isso, porque isso significa que vamos aprender com mortes. Mas não fomos nós quem escolhemos que fosse assim. O que também não queira dizer, que como não fomos nós, deixemos que as coisas ocorram sem que agilizemos algo para sua solução.

Entre tantas disputas, é preciso que saiba, nenhum grupamento humano é o verdadeiro dono desse planeta, ele já tem dono: são as bactérias e as arqueias. Elas estão em tudo e em todos. Precisamos acabar com nossas diferenças intra-espécie, ou seja, dentro da própria raça humana. Para que possamos nos concentrar em desafios que recairão sobre a humanidade inteira e sobre o planeta como um todo.

Não é possível deter essa força profunda que age nos grandes impérios desde séculos antes de Cristo, para alcançar o domínio sobre toda a população mundial, ela certamente continuará agindo. Talvez, pensássemos que ocorreria sob a bandeira de uma potência ocidental, ou idealisticamente desejamos que ocorresse sob uma federação de nações unidas cordialmente. Nosso próprio jeito de ser humano nos diz que não é cordialmente que deva ocorrer e a história nos mostra que o Oriente está a mais tempo tentando implementar o grande império e parece que tem obtido melhores resultados com a China.

Então como negociaremos com a China, qual é o máximo de espaço que lhe permitiremos ter em nossas vidas é crucial para o equilíbrio das forças internacionais. Se resistirmos em dizer, não daremos espaço algum, certamente teremos uma colisão monstruosa. Se deixarmos que eles tomem como quiserem, ficaremos em apuros daqui algumas décadas.

Portanto, a pergunta crucial deste ponto seria: conflitos entre o Ocidente e o Oriente são invitáveis? Bem, entre a civilização no sentido cultural religioso desde do “11 de Setembro” já temos visto que o conflito já está posto e se arrasta na crise dos imigrantes e refugiados e na guerra civil da Síria. Esse é o eixo: Estados Unidos, Israel e Rússia. Mas o conflito que está mais às vistas agora é aquele entre China e Estados Unidos. Para esse, que promete muito ainda, prefiro deixar a palavra com duas personalidades: Keven Rudd, ex primeiro-ministro da Austrália e o professor nortemaericano Graham Allison, de Havard.

Particularmente nós preferimos uma saída negociada para evitar esse conflito entre a águia e o dragão. Mas é preciso também conhecer o pensamento de quem acredita que isso possa se efetivar em uso da força estratégica convencional.

Mas esses são os problemas entre nações, ainda que não tivéssemos potências com vigor de dominância, ainda teríamos uma outra lista de desafios, do século XXI: 

  • elaborar uma medicina ampla e integral;
  • distribuir nossas conquistas a todos os humanos, garantindo um mínimo satisfatório para todos, ainda que alguns tenham mais;
  • fazer as pazes com o Planeta Terra;
  • ser capaz de defender o planeta e a nossa civilização de ameaças espaciais, como tempestades solares e queda de asteroides
  • e por fim, não permitirmos que o aprendizado de máquina cresça sem controle e alcance uma inteligência artificial onipresente e totalitária.

Sobre os desafios mais fortes para nossa espécie, acredito que é interessante a opinião do professor da Universidade Hebraica de Jerusalém, Yuval Harari. Ele foi professor de História Militar por muitos anos.

Bem, para esses desafios todos, precisaremos de seres humanos com saúde mental e mais do que nunca éticos e equilibrados.


Segunda Parte – A real dimensão da pandemia e por que devo me empenhar nisso?

Nesta parte, temos uma breve reflexão escrita, mas a maior parte das ideias desenvolvidas estão em áudio, no podcast.

Alguns tem mostrado: “olha os números das mortes por outros fatores, é muito maior, coronavírus é besteira”. Mas deixa eu lhe explicar a mortalidade das populações humanas é alta mesmo, caso não fosse assim ocorreria um desequilíbrio populacional. Ou seja, a lógica que regula população de animais na natureza, ainda se aplica a nós seres humanos. Hoje nos preocupamos com a mortalidade, à medida que avançarmos na medicina, a sobrevida e a natalidade, contraditoriamente, passarão a ser problemas do nosso futuro.

Sobre essa pandemia, sabemos que há uma indústria do medo. Que não gera em si os fatos, mas foca no lado negativo. E mesmo sabendo disso, quero trazer duas notícias que ainda estão atuais, enquanto escrevo em 13 de abril de 2020.

Vou trazer uma matéria do site SAPO português sobre a Espanha, de 24 de março. E uma dos Estados Unidos, de 10 de abril, da BBC. O que espero com elas?

Exército descobre cadáveres em inspeções a lares de idosos em Espanha

Militares estavam a realizar vistorias preventivas quando se depararam com um cenário de idosos abandonados ao lado de corpos

A ministra da Defesa espanhola, Margarita Robles, comunicou que o exército encontrou “idosos absolutamente abandonados — quando não estavam mortos — nas suas camas”, durante a realização de trabalhos de socorro, que além de desinfeção na via pública, passam também por inspecionar situação em lares e residências de idosos.

https://sol.sapo.pt/artigo/690285/exercito-descobre-cadaveres-em-inspecoes-a-lares-de-idosos-em-espanha

O que está por trás das imagens da vala comum para mortos do coronavírus em Nova York

A percepção do tamanho da tragédia do coronavírus na cidade de Nova York ganhou novos contornos depois que vieram à tona imagens de pessoas com trajes especiais enterrando caixões em valas comuns nesta sexta-feira (10).

https://www.bbc.com/portuguese/internacional-52242064

O que espero com essas notícias: que você perceba que isso não é um teste, não é uma brincadeira. Pode até ser um ardiloso plano maquiavélico, mas quem o planejou e executou não dos deu a solução mágica. E isso quer dizer que cada um que atua ou comanda uma força de segurança ou uma fração das forças armadas terá que ter em mente o que fazer, quando o ponto mais crítico chegar.

Quando mostro isso, não é para dizer: “oh, fiquem com medinho”. É para dizer: “poxa essa elite dirigente de países, empresas e do crime organizado internacional não tem pena mesmo”. Talvez tenham plantado o problema propositalmente, mais provavelmente não o planejaram, mas estão até nisso se aproveitando.

Para que nós os “de baixo” (como vemos no filme “O Poço” de Netflix) da “cadeia alimentar” possamos parar e refletir: “o jeito é parar nossas vidas, para encontrar soluções para problemas que não procuramos diretamente”. Não importa se você está mais sensível à questão ou não; se foca mais nas restrições de saúde ou nas dificuldades da economia.

Segurança e Defesa são duas área de atuação de linha de frente. E precisam agir. Depois discute se foi ataque biológico. Não descartemos essa possibilidade. Mas perceba que há uma luta no plano mental.

Se foi ataque deliberado: a mente humana é complicada.

Se foi insistência cultural de comer animal silvestre e um governo escondeu os fatos: a mente humana é complicada.

Agora, que já ocorreu, que abriu a caixa de pandora, ter um monte de gente forte e inteligente, paga para agir, se recusando a buscar soluções, porque dizem: “isso não é tão importante, não fomos nós que causamos”: isso também mostra como a mente humana é complicada.

Uma indústria midiática que se aproveita do pânico e o oportunismo político para mostrar que quem devia está no poder sou eu e não eles: é outra prova que a mente humana é complicada.

Um compromisso do CidadãoSSP é de não trazermos “noticiazinha chorosa”, pedindo que se compadeça a atual crise e fique parado sem ter o que fazer. Sabemos que esse não é um comportamento típico de quem é “guerreiro”. Mas se por um lado nos comprometemos com isso, também não podemos deixar que você caia na armadilha de notícias plantadas baseadas em contrainformação conspiratória.

Se é que existe uma elite global, ao que parece ela está desejosa para mostrar como democracias não são eficientes. Tal elite não quer a queda do capitalismo, apenas que pessoas que não sejam eles, não possam ficar por aí dando pitaco.

E propositalmente estão financiando para que quem poderia fazer algo para salvaguardar os Estados Unidos e o Brasil, simplesmente, desistam pelo pressuposto de que: “quem casou tudo isso que resolva” ou “já tem remédio, relaxem, não precisamos fazer nada”. Enquanto isso, seus compatriotas morrem e mais alguns ajustes de controle populacional são executados.


Propomos um foco naquilo que você possa fazer dentro de suas competências, aí mesmo na sua instituição ou localidade.

  • Planos de Ação Estratégica
  • Protocolos de atuação
  • Monitoramento do contexto internacional
  • Revisão das pesquisas correlatas

Sem alarmismo, desejando o regresso à normalidade. Tanto a normalidade real como a normalidade percebida. Simples assim…

Ao terminarmos essas explicações, restaram dois outros pontos para irmos nos inteirando aos poucos, ao ponto, que essas duas próximas partes, estarão submetidas a atualizações, à medida que novos fatos forem sendo constatados.

Na terceira parte, caso você se convença que deva fazer algo para mitigar os danos da epidemia e preparar, o quanto antes, o retorno à “normalidade”, então você terá acesso a protocolos, planos de ação e estudos com seriedade. Na quarta parte, vamos ajudar a verificar o quanto tem de verdade nas informações que estão chegando até você.

Se você acha isso interessante e útil, nos informe por meio de comentários nesta página ou pelo email: cidadassp@gmail.com. Estão prontos para ouvir sua opinião, sugestão de pauta e até mesmo fazer correções.


<strong>Wagner Soares de Lima</strong>
Wagner Soares de Lima

Mestre em Ecologia Humana e Gestão Socioambiental (UNEB), Especialista em Gestão Pública (UFAL), Graduado em Administração (UFAL) e Segurança Pública (APMSAM/PMAL).  Pós-graduando em Psicologia Junguiana Clínica e graduando em Psicologia. Membro da Segurança Institucional da UFPE e capitão da reserva da Polícia Militar de Alagoas.

Contatos: wagner.soareslima@ufpe.br
Currículo:http://lattes.cnpq.br/9551866737323674

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