Inglês para policiais e emergencistas: entrevista com Sérgio Carrera Neto

Que a língua inglesa é o idioma universal em uso em todo o mundo é inegável. Mas todos os profissionais estão aptos a usá-la em suas atividades? E policiais e profissionais de emergência sabem manejar, pelo menos, o conhecimento instrumental do inglês? Apostando nessa demanda, até então, não contemplada satisfatoriamente, o major Sérgio Carrera Neto, da Polícia Militar do Distrito Federal lançou nesse mês de abril, duas obras de grande relevância:

Inglês para policial:
volume I – Básico

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Inglês instrumental: um guia para profissionais de emergência

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Antes de começarmos a entrevista com o autor, queremos falar um pouco do currículo de Sérgio Carrera: Major da PMDF e Consultor Internacional em Segurança. Mestre em Ciência Política e Direitos Humanos, Bacharel em Direito, em Relações Internacionais e em Segurança Pública. Veterano de missões de paz da ONU. Sérgio é autor também de “Segurança e Policiamento Diplomáticos“.

CidadãoSSP – Primeiro, queremos saber como surgiu a ideia dos livros. Por que auxiliar emergencistas e policiais a falar inglês?

Sérgio Carrera – A língua inglesa é a língua franca de comunicação e a língua materna ou oficial de vários países. É o idioma mais utilizado nas organizações internacionais. O que os leitores vão ver nos livros é o tipo de coisa que não se aprende em escolas normais de idiomas. Surgiu das minhas experiências como policial em Missões da ONU, em diferentes países, inclusive do período que trabalhei na sede da organização em Nova York.

E, como eu sou do Distrito Federal, a cidade com mais representações diplomáticas do país, por ser a capital, pude ver as duas situações: aquele que fala português, quando no exterior precisando se envolver com momentos de emergência. Assim como, aquele falando português no cotidiano, recebe um estrangeiro, que só tem o inglês como ponte de comunicação. Se tudo isso ocorre no dia a dia normal, a gente faz uso de intérpretes, aplicativos de tradução. Mas quando se trata a atividade policial, de bombeiros, socorristas, saber o que dizer e entender as expressões linguísticas de uso corrente, é crucial, muitas vezes para definir entre a vida e a morte.

CidadãoSSP – Então, você esteve na ONU como policial? É preciso saber inglês para atuar nesse tipo de missão. Como foi isso para você, na época que tudo começou?

Sérgio Carrera – Eu sempre desejei livros como esse, para me ajudar no conhecimento que eu precisava apara atuar como policial, mas se comunicando em inglês. Não era tão somente saber falar o idioma, era saber o que dizer na hora em que as situações típicas da atividade surgiam. Eu desejava livros assim, com tudo já explicado, mostrando contextos da vida real, mas eu não achei. Isso me motivou há muito tempo a ir montando meu acervo de conteúdos e auxílios, fui acumulando com a vivência.

É por isso que eu digo que os dois livros são compilações de várias obras, sites e anotações pessoais que me permitiram ter fluência e dinamismo na minha atividade. Isso tudo junto fez com que eu pudesse ter produzido essas obras voltadas para policiais e profissionais de emergência das mais variadas instituições. Também se aplica para outras pessoas que se interessem pelo tema.

CidadãoSSP – Vamos falar do público a que se dirige cada um dos livros.

Sérgio Carrera – Bem, são dois livros, né!? Mas o livro para profissionais emergencistas também se aplica aos policiais, mas traz contextos de saúde e de coisas como desastres e acidentes. E o livro para policiais traz cenas típicas dessa atividade, que se envolve com questões criminais e de aplicação da lei.

O guia para profissionais de emergência abrange o interesse bombeiros militares e civis, socorristas, brigadistas, médicos, integrantes do SAMU, paramédicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem e outras áreas correlatas. Podendo ser esses profissionais nos países da Comunidade de Língua Portuguesa recebendo o estrangeiro; ou os falantes de português atuando no exterior.

CidadãoSSP – Esses livros são dirigidos para falantes de português, originalmente dirigido para brasileiros. Você considera que a comunidade portuguesa pode se usufruir destes conteúdos?

Sérgio Carrera – Sabemos que o mesmo idioma falado em lugares diferentes tem suas peculiaridades. Talvez as obras precisassem de uma adaptação, mesmo que mínima, para Portugal, Angola e Moçambique. Mas creio que sim, elas podem ajudar portugueses e demais falantes da língua, que não sejam brasileiros. Por exemplo, portugueses costumam conseguir emprego dentro da União Europeia e falantes de português na África, não poucas vezes, precisam se comunicar com pessoas que só tem o inglês como ponto comum de conversação. Quando isso ocorre com profissionais da área emergencista, os primeiros respondentes (como se diz em inglês), então os dois livros podem ajudar bastante.

CidadãoSSP – Quando você fala de profissionais de emergência, você faz lembrar o envolvimento com situações de emergência mesmo que isso não seja o foco da minha atividade, não é mesmo? Será que pode ser aplicado nisso também?

Sérgio Carrera – Justo. Não é apenas para o profissional de emergência ou para o policial. É também para a pessoa que precisa se comunicar com esses profissionais. Ou então, profissionais que por força de circunstâncias excepcionais acabem sendo eles os articuladores de uma solução de qualquer tipo de emergência, por exemplo, tripulantes da aviação civil e funcionários de rede hoteleira, incluindo de estabelecimentos de alimentação e lazer.

Sabemos que os serviços da aviação civil, incluindo controladores de voo, tem seu treinamento próprio que incluem o conhecimento da língua inglesa e protocolos de emergência, mas para o aquele que está ainda no inicio da sua formação, o nosso livro pode ser uma boa ajuda.

Ou seja, a área de Turismo e Hotelaria pode se servir desses conhecimentos. A polícia e a segurança institucional de aeroportos e atividades ligadas a cruzeiros marítimos. Chegaram a me perguntar, se podia ajudar no processo de imigração. Eu fiquei sem entender a pergunta e depois pude esclarecer, que sim. Que sabendo falar especificamente melhor o idioma naquela profissão pretendida, podia ajudar, por exemplo, no processo de imigração canadense. Se eu tenho que aprender rapidamente a falar um idioma com maior fluência, nada mais vantajoso que começar por aquilo que mais vou usar no meu dia a dia em público, ou seja, aquilo que vou falar e escutar no meu trabalho, já que na vida privada posso até mesmo usar meu idioma materno.

CidadãoSSP – Conta para nossos leitores, o que ele vão encontrar nas obras de inglês instrumental do Sérgio Carrera?

Sérgio Carrera – Ambos, trazem diálogos, conceitos, contextos e cenários básicos da atividade que seja a policial ou de emergencistas em geral. Conta com algumas dicas, notas explicativas e de rodapé, além de boxes com vocabulário contendo palavras, curiosidades e expressões, não sendo um material para ensinar inglês, mas para ensinar terminologia específica da atividade.

Os dois livros trazem expressões específicas das duas atividades, portanto, não é para o aprendizado geral do idioma, é de aplicação instrumental. O que exige, em certa medida, um conhecimento mínimo prévio. Por isso se diz: inglês instrumental.

Você vai ver como marcar uma consulta médica, o que dizer num parto emergencial, no qual você ficou para dar assistência a uma mulher dando a luz. No livro para policiais, tem situações específicas para com o trato de questões criminais, execução de abordagem entre outros contextos, nos quais vai aproveitando o enredo para explicar o uso do idioma.

CidadãoSSP – Realmente, a proposta dos livros é muito interessante de grande proveito. Parabéns pelo trabalho e esperamos sucesso nas vendas.

Sérgio Carrera – Eu agradeço a oportunidade de apresentar, eles são mais que produtos, são parte da minha dedicação de tantos anos como profissional de segurança e, portanto, de emergência também.

Espero, sinceramente, contribuir para que os profissionais tenham maior nível de fluência em língua inglesa nas suas áreas de trabalho. São guias básicos, que abordam de forma direta e objetiva, com expressões, frases e palavras usadas em diferentes contextos e cenários do atendimento de emergência.

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